Sector de Empresas

refinaria_04102016refinaria_041020162Distribuição do documento na Refinaria de Sines da Acção Nacional dirigida aos trabalhadores e ao povo com vista ao esclarecimento e mobilização sob o lema «Emprego, direitos, produção e soberania - Alternativa Patriótica e de Esquerda».

Aos trabalhadores da Petrogal

O PCP saúda todos os trabalhadores da Petrogal pela sua determinação demonstrada na luta em defesa dos seus direitos conquistados e consagrados no Acordo de Empresa e que a administração quer destruir. 

O PCP condena as iniciativas da administração de liquidação da contratação colectiva e de um conjunto de direitos dos trabalhadores (regimes de saúde e reformas, etc), que visam por um lado agravar os seus rendimentos e as condições de trabalho, e que por outro procuram manter intocáveis os elevados lucros dos accionistas da empresa. Os lucros de 639 milhões de euros em 2015 apresentados pela GALP, que são um aumento de 71,5% face aos 373 milhões de 2014, confirmam que a privatização desta empresa estratégica para o país apenas beneficiou o grande capital e reforça o inadiável objectivo de recuperar o controlo publico do sector energético indispensável a uma política, patriótica e de esquerda, que promova odesenvolvimento e crescimento económicos, defenda os direitos de quem trabalha, proteja o ambiente e esteja, não ao serviço da especulação mas sim, do povo e do pais.

O PCP apela a todos os trabalhadores para que se mantenham unidos e resistam na luta em defesa dos seus justos direitos e reafirma que podem contar sempre connosco na luta pela valorização dos salários e por uma justa distribuição da riqueza produzida.

Aos trabalhadores do consórcio de manutenção (EFATM, AC SERVICES e CMN) 

O PCP conhecendo a realidade da vida dos trabalhadores do contrato de manutenção liderado pela EFATM considera que todos os trabalhadores (cerca de 180, de várias empresas) que trabalham todo o ano na Refinaria de Sines devem ter um contrato efectivo independente do contrato de manutenção, pois consideramos que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo efectivo de trabalho.

O PCP saúda a luta dos trabalhadores do consórcio de manutenção pelo justo pagamento de horas suplementares, pelo emprego com direitos, por aumentos salariais e igualdade de direitos.

A luta desencadeada pelos trabalhadores é um exemplo de unidade e organização em torno do seu sindicato de classe. As conquistas dos trabalhadores, a manutenção dos postos de trabalho com melhoria dos contratos, em muitos casos com aumentos salariais, a negociação de um acordo relativo ao pagamento das horas extraordinárias, a obtenção de um seguro de saúde para todos os trabalhadores, demonstra que é possível melhorar as condições de trabalho e que acima de tudo vale a pena lutar.

«Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre»

O PCP e o seu compromisso com os trabalhadores 

O PCP relembra que fruto, da alteração da correlação de forças na assembleia da republica depois das eleições de 4 de outubro de 2015 e da luta dos trabalhadores, já apresentámos várias medidas de valorização dos salários e direitos dos trabalhadores dos quais destacamos a reposição dos feriados roubados (já conquistado), o aumento imediato do salário mínimo nacional para os 600€, um Plano Nacional de Combate à Precariedade Laboral, redução para 35 horas o limite máximo do horário semanal de trabalho para todos os trabalhadores e alterações à legislação laboral que impeçam o recurso à contratação precária.

Os trabalhadores podem continuar a contar com o PCP na continuação da luta em defesa dos seus direitos.

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TODA A GENTE GANHA CADA VEZ MAIS DINHEIRO NOS PORTOS EXCEPTO OS TRABALHADORES! ATÉ QUANDO?

Cada vez que saem notícias sobre o Porto de Sines e/ou do Terminal XXI de Contentores assistimos a uma enxurrada de elogios e ao constante "bater de recordes" na carga movimentada, ao seu desempenho e crescimento, e ao papel preponderante para a economia do país.

Segundo várias notícias, o Terminal XXI contribuiu fortemente para uma taxa média de crescimento anual do total do movimento portuário no Porto de Sines de 13,2% desde 2012. Só o terminal XXI tem crescimento 6,2% ao ano. Em 2015, a PSA Internacional apresentou mais de 800 milhões de euros de lucros.

 

Para os trabalhadores sobra o aumento da carga de trabalho, os baixos salários, a precariedade, o desrespeito pelos  direitos laborais.

 

CGTP-IN solidária contra regresso ao passado

No dia em que a greve dos estivadores completou a quinta semana consecutiva, Arménio Carlos e outros dirigentes da CGTP-IN foram ao terminal de Alcântara sublinhar que é preciso impedir o regresso à praça de jorna.

Uma pasta com três dezenas de saudações de estruturas do movimento sindical unitário foi entregue pelo Secretário-geral da Intersindical ao presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal. Foi um gesto simbólico e as mensagens de solidariedade não hão-de ficar por aqui, assegurou Arménio Carlos e António Mariano, na tarde da passada sexta-feira.

Aos jornalistas, o dirigente estivador trazia uma novidade: os trabalhadores tinham aprovado o prolongamento da greve até 18 de Setembro. Voltou a salientar que "temos estado a parar uma ou duas horas por dia" e precisou que, "a partir de 19 de Agosto, teremos um período de quinze dias em que não paramos hora nenhuma, a não ser que sejam introduzidos elementos estranhos na operação".

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A negociação salarial para 2013 nas empresas do Grupo EDP tinha marcada para ontem a primeira reunião entre representantes da administração e dos sindicatos da CGTP-IN. No plenário de delegados sindicais, a 30 de Novembro, foi aprovada a reivindicação de mais 5,3 por cento na tabela salarial. Foi decidido solicitar uma reunião de urgência à REN, que não esteve presente na reunião de dia 9. Decorrem, desde Outubro, as negociações do Acordo Colectivo de Trabalho da EDP e REN, denunciado pelas empresas, que pretendem retirar direitos, baixar as remunerações e desregular as relações de trabalho, para benefício dos accionistas e dos administradores, como acusou a comissão negociadora sindical, liderada pela Fiequimetal. Esta apresentou como contraproposta o conteúdo do ACT em vigor e deu o seu acordo de princípio às cláusulas que, na proposta patronal, não o alteram.
 
Jornal Avante,  N.º 2042 - 17.Janeiro.2013